terça-feira, 7 de junho de 2011

CANDIDO PORTINARI
(Brodósqui, SP, 1903 - Rio de Janeiro, RJ, 1962)
Cândido Portinari – Biografia Sucinta
 
Cândido Portinari

 PORTINARI, em Auto-retrato de 1956
Candido Portinari nasceu no dia 29 de dezembro de 1903, numa fazenda de café em Brodoswki, no Estado de São Paulo. Filho de imigrantes italianos, de origem humilde, recebeu apenas a instrução primária de desde criança manifestou sua vocação artística. Aos quinze anos de idade foi para o Rio de Janeiro em busca de um aprendizado mais sistemático em pintura, matriculando-se na Escola Nacional de Belas Artes. Em 1928 conquista o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro da Exposição Geral de Belas-Artes, de tradição acadêmica. Vai para Paris, onde permanece durante todo o ano de 1930. Longe de sua pátria, saudoso de sua gente, Portinari decide, ao voltar para o Brasil em 1931, retratar nas suas telas o povo brasileiro, superando aos poucos sua formação acadêmica e fundindo a ciência antiga da pintura a uma personalidade experimentalista a antiacadêmica moderna. Em 1935 obtém seu primeiro reconhecimento no exterior, a Segunda menção honrosa na exposição internacional do Carnegie Institute de Pittsburgh, Estados Unidos, com uma tela de grandes proporções intitulada CAFÉ, retratando uma cena de colheita típica de sua região de origem.
A inclinação muralista de Portinari revela-se com vigor nos painéis executados no Monumento Rodoviário situado no Eixo Rio de Janeiro – São Paulo (na hoje “Via Dutra”), em 1936, e nos afrescos do novo edifício do Ministério da Educação e Saúde, realizados entre 1936 e 1944. Estes trabalhos, como conjunto e como concepção artística, representam um marco na evolução da arte de Portinari, afirmando a opção pela temática social, que será o fio condutor de toda a sua obra a partir de então. Companheiro de poetas, escritores, jornalistas, diplomatas, Portinari participa da elite intelectual brasileira numa época em que se verificava uma notável mudança da atitude estética e na cultura do país: tempos de Arte Moderna e apoio do mecenas Getúlio Vargas que, dentre outras qualidades soube cercar-se da nata da intelectualidade brasileira de seu tempo.
No final da década de trinta consolida-se a projeção de Portinari nos Estados Unidos. Em 1939 executa três grandes painéis para o pavilhão do Brasil na Feira Mundial de Nova York. Neste mesmo ano o Museu de Arte Moderna de Nova York adquire sua tela O MORRO. Em 1940, participa de uma mostra de arte latino-americana no Riverside Museum de Nova York e expõe individualmente no Instituto de Artes de Detroit e no Museu de Arte Moderna de Nova York, com grande sucesso de público, de crítica e mesmo de venda (menor das preocupações do Artista...)
Em dezembro deste ano a Universidade e Chicago publica o primeiro livro sobre o pintor, PORTINARI, HIS LIFE AND ART, com introdução do artista Rockwell Kent e inúmeras reproduções de suas obras. Em 1941, Portinari executa quatro grandes murais na Fundação Hispânica da Biblioteca do Congresso em Washington, com temas referentes à história latino-americana. De volta ao Brasil, realiza em 1943 oito painéis conhecidos como SÉRIE BÍBLICA, fortemente influenciado pela visão picassiana de Guernica e sob o impacto da 2ª Guerra Mundial. Em 1944, a convite do arquiteto Oscaar Niemeyer, inicia as obras de decoração do conjunto arquitetônico da Pampulha, em Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais, destacando-se o mural SÃO FRANCISCO e a VIA SACRA, na Igreja da Pampulha. A escalada do nazi-fascismo e os horrores da guerra reforçam o caráter social e trágico de sua obra, levando-o à produção das séries RETIRANTES e MENINOS DE BRODOSWKI, entre 1944 e 1946, e à militância política, filiando-se ao Partido Comunista Brasileiro e candidatando-se a deputado, em 1945, e a senador, 1947. Ainda em 1946, Portinari volta a Paris para realizar sua primeira exposição em solo europeu , na Galerie Charpentier. A exposição teve grande repercussão, tendo sido Portinari agraciado, pelo governo francês, com a Légion d!Honneur. Em 1947 expõe no salão Peuser, de Buenos Aires e nos salões da Comissão nacional de Belas Artes, de Montevidéu, recebendo grandes homenagens por parte de artistas, intelectuais e autoridades dos dois países.
O final da década de quarenta assinala o início da exploração dos temas históricos através da afirmação do muralismo. Em 1948, Portinari exila-se no Uruguai, por motivos políticos, onde pinta o painel A PRIMEIRA MISSA NO BRASIL, encomendado pelo banco Boavista do Brasil. Em 1949 executa o grande painel TIRADENTES, narrando episódios do julgamento e execução do herói brasileiro que lutou contra o domínio colonial português. Por este trabalho Portinari recebeu, em 1950, a medalha de ouro concedida pelo Juri do Prêmio Internacional da Paz, reunido em Varsóvia.
Em 1952, atendendo a encomenda do Banco da Bahia, realiza outro painel com temática histórica, A CHEGADA DA FAMÍLIA REAL PORTUGUESA À BAHIA e inicia os estudos para os painéis GUERRA E PAZ, oferecidos pelo governo brasileiro à nova sede da Organização das Nações Unidas. Concluídos em 1956, os painéis, medindo cerca de 14x10 m cada - os maiores pintados por Portinari - encontram-se no "hall" de entrada dos delgados de edifício-sede da ONU, em Nova York. Em 1955, recebe a medalha de ouro concedida pelo Internacional Fine-Arts Council de Nova York como o melhor pintor do ano. Em 1956, Portinari viaja a Israel, a convite do governo daquele país, expondo em vários museus e executando desenhos inspirados no contado com recém-criado Estado Israelense e expostos posteriormente em Bolonha, Lima, Buenos Aires e Rio de Janeiro. Neste mesmo ano Portinari recebe o Prêmio Guggenheim do Brasil em 197, a Menção Honrosa no Concurso Internacional de Aquarela do Hallmark Art Award, de Nova York. No final da década de cinqüenta, Portinari realiza diversas exposições internacionais.
Expõe em Paris e Munique em 1957. É o único artista brasileiro a participar da exposição 50 ANOS DE ARTE MODERNA, no Palais des Beaux Arts, em Bruxelas, em 1958. Como convidado de honra, expõe 39 obras em sala especial na I Bienal de Artes Plásticas da Cidade do México, em 1958. No mesmo ano ainda, expõe em Buenos Aires. Em 1959 expõe na Galeria Wildenstein de Nova York e, juntamente com outros grandes artistas americanos como Tamayo, Cuevas, Matta, Orozco, Rivera, participa da exposição COLEÇÃO DE ARTE INTERAMERICANA, do Museo de Bellas Artes de Caracas. Candido Portinari morreu no dia 06 de fevereiro de 1962, quando preparava uma grande exposição de cerca de 200 obras a convite da Prefeitura de Milão, vítima de intoxicação pelas tintas que utilizava.
Algumas obras famosas:

domingo, 10 de outubro de 2010

Profissionais de caligrafia falam das vantagens da profissão e educadores dizem que a letra é o espelho da alma

´Escrever é uma arte e, mesmo na era da informática, é importante ter uma letra legível e uniforme´. O esclarecimento oferecido em um dos sites da internet (www.caligrafia.com.br), coordenado pela professora Fátima Montenegro, é um dica para quem deseja melhorar sua letra, já que oferece cursos on-line para se preparar manuscritos de forma elegante ou atuar profissionalmente como calígrafo.

A arte da Caligrafia atraiu a bibliotecária cearense, que chama a atenção para si desenvolvendo uma escrita com uma letra bonita e harmoniosa. Ela conta que, como sua avó tinha a letra muito bela, sempre se interessou pelo assunto.

Há cerca de quatro anos, resolveu estudar o tema mais a fundo. Fez dois cursos on-line e lembra que há uma fase que exige muita dedicação ao ponto do aluno pensar até em desistir.

A persistência hoje posiciona Ana Maria Braga entre uma das poucas calígrafas profissionais da cidade (ela diz conhecer apenas mais 10 outros especialistas atuantes aqui) e projeta para quando se aposentar seguir essa outra carreira, já que o amor pela escrita cursiva a conduz, como todo artista apaixonado, a comprar muitos materiais (papéis, penas e tintas importadas, de qualidade) e aprimorar sua letra.

Os calígrafos atuam na subscrição de diplomas, convites de formatura, casamento entre outros eventos formais, esclarece. E cobram por unidade escrita. É evidente que escrever em numerosos envelopes nomes com a letra primorosa exige cuidado e talento, além do que acaba forçando um pouco a postura(coluna) e os membros superiores, por conta do esforço repetitivo. Mas a paixão supera tais dificuldades, diz: ´Só tenho tomado mais cuidado com minha vista, forçando-a hoje muito menos à noite´, admite a calígrafa.

Conforme a pedagoga Tatiana Branco, da Escola Waldorf Mikael que segue a linha de pensamento que prega uma formação que respeita aspectos importantes do ser, sobretudo seus ditames mais íntimos, a letra é o espelho da alma de um ser. Na Pedagogia Waldorf, há todo um processo que conduz a criança até a escrita propriamente dita, diz a professora que é conhecida por sua bela caligrafia.

O indivíduo que tem dificuldade com sua escrita, normalmente, já em tenra infância, teve restrita sua relação com o espaço físico e, por essa razão, ficou inseguro na forma de se expressar no mundo. ´Bebês que pularam etapas, como por exemplo, andaram antes de engatinhar, e crianças maiores que sentiram falta de base e regularidade em suas atividades de movimento, acabam tendo afetada a sua escrita´. Portanto, crianças e indivíduos com a letra feia, desorganizada, desleixada, são indícios claros dessa insegurança e medo de expressar-se no mundo.

Mais informações: Ana Maria Braga, calígrafa, fone: (85) 9991-9600 site: www.anacaligrafia.com.br. Escola Waldorf Mikael (85) 3091-5312.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

"com-sumindo"

"Velhas mentiras se tornam novas verdades falsidades, loucuras, desastres, curas...

Falsos heróis surgem a todo momento, cimento, tecnológia o ser e o ter nessa valsa contemporânea...

Sugam a mente, estalos velozes pra te beijar no salão oval direto ao alcorão...

Distração inovação cultural, peste bubômica eu não consumo sou macunaína." 



Joab Menezes

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Mundo Ideal



Desenho: Jai Ribeiro
                                                                

                                Letra e Música: Joab Menezes


 Hoje o ceu não tem cor nem núvem 
Onde andará meu bem toda virtude

Em cada esquina o findar de um sonho
Em cada rosto eu vejo um olhar medonho
No seu mundo ideal você não me quer você não me vê

Não leia jornal não veja o desastre que você se tornou
Entre o medo e o pesadelo que quebranta o ser.







sexta-feira, 25 de junho de 2010

terça-feira, 8 de junho de 2010