segunda-feira, 17 de maio de 2010


estrela

Eu vi uma estrela ao longe.

A nuvem a escondeu.

Caneta sem tinta é o meu pensar.

O vestido da noiva não quer sujar.

Cadê o brilho, onde está?

No andar de baixo,

mas, alto e sublime como o céu,

vermelho e pulsante, vital.

Que cor era a nuvem?

Importa a luz tão desejada,

Que, renovada, não chorou, brilhou.

A paz renova, renasce.

Não quero a altura da estrela.

Quero vê-la

e viver a grande emoção

do pulsar, multicores,

de sentimentos e amores.

A nuvem não apaga o brilho.

Não apaga a dor, nem a cor.

Carrega-a no seu interior.

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